segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA



DEUS NOS REÚNE

1. SAUDAÇÃO
Sacerdote: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.
S.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!
T.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

2. ATO PENITENCIAL
S.: O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão.
(Pausa para examinar-se.)

S.: Confessemos os nossos pecados:
T.: Confesso a Deus todo-poderoso/ e a vós, irmãos e irmãs,/ que pequei muitas vezes/ por pensamentos e palavras,/ atos e omissões,/ por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria,/ aos anjos e santos/ e a vós, irmãos e irmãs,/ que rogueis por mim a Deus nosso Senhor.
S.: Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
T.: Amém.
Senhor, tende piedade de nós!
Cristo, tende piedade de nós!
Senhor, tende piedade de nós!

3. HINO DE LOUVOR: Glória a Deus nas alturas,/ e paz na terra aos homens por ele amados./ Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso./ Nós vos louvamos,/ nós vos bendizemos,/ nós vos adoramos,/ nós vos glorificamos,/ nós vos damos graças por vossa imensa glória,/ Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito./ Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai./ Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós./ Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica./ Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós./ Só vós sois o Santo./ Só vós, o Senhor./ Só vós, o Altíssimo. Jesus Cristo,/ com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai./ Amém.

4. ORAÇÃO

DEUS NOS FALA

5. LEITURAS (Texto próprio)
No fim o leitor diz: Palavra do Senhor!
T.: Graças a Deus!

6. EVANGELHO (Texto próprio)
S.: O Senhor esteja convosco!
T.: Ele está no meio de nós!
S.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + escrito por...
T.: Glória a vós, Senhor!

S.: Palavra da Salvação!
T.: Glória a vós, Senhor!

7. PROFISSÃO DE FÉ: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra;/ e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;/ que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;/ nasceu da Virgem Maria,/ padeceu sob Pôncio Pilatos,/ foi crucificado, morto e sepultado;/ desceu à mansão dos mortos;/ ressuscitou ao terceiro dia;/ subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,/ donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;/ creio no Espírito Santo,/ na santa Igreja católica,/ na comunhão dos santos,/ na remissão dos pecados,/ na ressurreição da carne, na vida eterna./ Amém.

8. ORAÇÃO DA COMUNIDADE

COM CRISTO AO PAI

9. PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
S.: Bendito sejais, Senhor Deus do universo, pelo pão que recebemos da vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar pão da vida.
T.: Bendito seja Deus para sempre!
S.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação.
T.: Bendito seja Deus para sempre!

10. ORAI, IRMÃOS E IRMÃS...
T.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício,/ para a glória do seu nome,/ para nosso bem/ e de toda a santa Igreja.

11. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II
S.: O Senhor esteja convosco!
T.: Ele está no meio de nós.
S.: Corações ao alto!
T.: O nosso coração está em Deus.
S.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus!
T.: É nosso dever e nossa salvação.
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por Ele os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores cantando (dizendo) a uma só voz:
T.: Santo,/ Santo,/ Santo,/ Senhor, Deus do universo!/ O céu e a terra proclamam a vossa glória,/ Hosana nas alturas!/ Bendito o que vem em nome do Senhor!/ Hosana nas alturas!
S.: Na verdade, ó Pai, vós sois Santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.
T.: Santificai nossa oferenda, ó Senhor.
S.: Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
S.: Eis o mistério da fé!
T.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
S.: Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.
T.: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
T.: Fazei de nós um só corpo e um só espírito!
Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa..., com o nosso Bispo... e todos os ministros do vosso povo.
T.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
T.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!
Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos, por Jesus Cristo, vosso Filho.
T.: Concedei-nos o convívio dos eleitos!
Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. Amém.

12. RITO DA COMUNHÃO
S.: Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:
T.: Pai nosso...
S.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo Salvador.
T.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
S.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: “Eu vos deixo em paz, eu vos dou a minha paz”. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém.
S.: A paz do Senhor esteja sempre convosco!
T.: O amor de Cristo nos uniu.
S.: Meus irmãos, saudai-vos uns aos outros em Cristo.
T.: Cordeiro de Deus,/ que tirais o pecado do mundo,/ tende piedade de nós./ Cordeiro de Deus,/ que tirais o pecado do mundo,/ tende piedade de nós./ Cordeiro de Deus,/ que tirais o pecado do mundo,/ dai-nos a paz.
S.: Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

Ao dar a hóstia o ministro diz: O Corpo de Cristo!
Quem vai comungar responde, num ato de fé: Amém.

DEUS NOS ENVIA

13. BÊNÇÃO FINAL
S.: O Senhor esteja convosco!
T.: Ele está no meio de nós!
S.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo!
T.: Amém.
S.: Ide em paz, e o Senhor nos acompanhe!
T.: Graças a Deus.

sábado, 5 de novembro de 2011

O nome de Maria "Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pense em Maria"





Celebramos no dia 12 de setembro a festa do Santo Nome de Maria. Deus sempre valorizou o nome das pessoas e esses nomes estiveram ligados à identidade e à missão delas. Por exemplo, Jesus mudou o nome de Simão (cf. Jo 1, 40s) para Képhas (= Pedro); uma vez que ele seria a Pedra sobre a qual o Senhor edificaria a sua Igreja (cf. Mt 16,18). "Tu és Pedro..."


A Sagrada Escritura sempre valorizou muito o nome dos personagens do povo de Deus. O próprio nome de Jesus indica a sua identidade: "Deus salva", e o Anjo Gabriel o deu a Maria e a José: "Ela dará à luz um filho a quem tú porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados" (Mt 1, 21).


Certamente, devemos concluir que o santo nome da Virgem Maria não foi dado sem um sentido, e certamente foi dado por Deus por inspiração a seus pais Santa Ana e São Joaquim. E o Arcanjo Gabriel pronuncia o seu nome: "Não temas Maria, porque achaste graça diante do Senhor" (Lc 1,30).


Segundo os etimologistas, o nome Maria pode ter vindo da raiz mery, da língua egípcia que significa mui amada. Outros dizem que provém do siríaco e quer dizer senhora. Mas, a probabilidade maior é a que veio do hebraico, e pode ter vários significados: "Mar amargo, Gota do mar; Estrela do Mar; Esperança; Excelsa; ou Sublime", entre outros.


Não importa, contudo, o real significado, mas o que se tornou a partir do momento que a Mãe do Redentor o recebeu. Poderoso é este nome que deve ser invocado sempre.


Todo católico ama e pronuncia muitas vezes o santo nome de sua Mãe Santíssima, imaculada. Quando rezamos o santo Rosário o pronunciamos sem cessar, clamando a sua ajuda e poderosa intercessão. "Ave Maria, cheia de graça..." , "Santa Maria Mãe de Deus..." E o bom povo brasileiro gosta de colocar em suas filhas este sagrado nome: Maria Isabel, Maria Aparecida, Maria do Socorro, Maria das Dores, Maria do Carmo, Maria... Maria... Maria... Que povo devoto à Virgem Maria!


O Padre Antonio Vieira, em um dos seus mais inspirados escritos, diz:

"Só vos digo que invoqueis o nome de Maria quando tiverdes necessidade dele; quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza; quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos não molestarem os da alma; quando vos faltar o necessário para a vida ou desejardes o supérfluo para a vaidade; quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue; quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a emulação, a inveja; quando os inimigos vos perseguirem, os amigos vos desampararem, e donde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos; quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito, e todos com a proximidade; quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo; quando vos virdes em alguma dúvida ou perplexidade, em que vós não saibais resolver nem tomar conselho; quando vos não desenganar a morte alheia, e vos enganar a própria, sem vos lembrar a conta de quanto e como tendes vivido e ainda esperais viver; quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar à manhã; finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém; em todos os sucessos prósperos ou adversos, e muito mais nos prósperos, que são os mais falsos e inconstantes; e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, da fazenda, e, principalmente, nos da consciência, que em todos anda arriscada, e com ela a salvação. E como em todas estas coisas, em cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano, se em todas e cada uma recorrermos à proteção e amparo da mãe das misericórdias, não há dúvida que, obrigados da mesma necessidade, não haverá dia, nem hora, nem momento em que não invoquemos o nome de Maria".


São Bernardo, Doutor da Igreja, dizia de Maria:

"Ó tu, que te sentes, longe da terra firme, levado pelas ondas deste mundo, no meio dos temporais e das tempestades, não desvies o olhar da luz deste Astro, se não quiserdes perecer. Se o vento das tentações se elevar, se o recife das provações se erguer na tua estrada, olha para a Estrela, chama por Maria.


Se fores sacudido pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, do ciúme, olha para a Estrela, chama por Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, que não se afaste de teu coração; e, para obter o auxílio da sua oração, não te descuides do seu exemplo de vida. Seguindo-a, terás a certeza de não te desviares; suplicando-lhe, de não desesperar; consultando-a, de não te enganares. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, nada terás de temer; se te conduzir, não sentirás cansaço; se te for favorável, atingirás o objetivo".


Todos os santos, sem exceção, engrandeceram o sagrado nome da Virgem Maria e por isso a Igreja celebra a festa do seu santo nome.


Santa Maria, rogai por nós!

Mais homenagens.





Bom ai vocês ja viram as postagens anteriores da missa.

São Zacarias e Santa Isabel, rogai por nós!

Neste dia recordamos a vida do casal que teve na Palavra de Deus o principal testemunho de sua santidade, já que eram os pais de João Batista, o precursor de Jesus Cristo. Pelo próprio relato bíblico descobrimos que viviam na aldeia de Ain-Karim e que tinham laços de parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

"Havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Ábias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel" (Lc 1, 6).

Conta-nos o evangelista São Lucas que eram anciãos e não tinham filhos, o que acabava sendo vergonhoso e quase um castigo divino para a sociedade da época. Sendo assim recorreram à força da oração, por isso conseguiram a graça que superou as expectativas. Anunciado pelo Anjo Gabriel e assistido por Nossa Senhora nasceu João Batista; um menino com papel singular na História da Salvação da humanidade: "pois ele será grande perante o Senhor...e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe (Santa Isabel). Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus" (Lc1, 15s).

Depois do Salmo profético de São Zacarias, onde ele, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho, perdemos o contato com a vida do casal, que sem dúvida permaneceram fiéis ao Senhor até o fim de suas vidas. Assim, a Igreja, tanto do Oriente quanto do Ocidente, reconhecem o exemplo deste casal para todos os casais, já que "ambos eram justos diante de Deus e cumpriram todos os mandamentos e observâncias do Senhor" (Lc 1, 6).

São Zacarias e Santa Isabel, rogai por nós!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A palavra é... Presépio




Segundo o evangelista Lucas, “Maria deu à luz seu filho pri¬mogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”. (Lucas 2,7)
A palavra “presépio” tem sua origem no latim praesepire, que literalmente significa “cercado na frente”. É formada por dois elementos: pelo prefixo prae, que significa “na frente, antes”; e pela palavra sepire, que significa “cercar, envolver”. Ou seja, era um lugar cercado para dar comida e descanso aos animais, hoje conhecido por estábulo ou curral. Isso mesmo: Jesus nasceu num lugar destinado aos animais!

O termo “presépio” apareceu pela primeira vez no século V. O papa Sisto III (432-440) pediu que fosse construído na Basílica de Santa Maria Maior um relicário para conservação de algumas partes da Gruta de Belém. Desde o século VI, a Basílica também ficou conhecida como “Santa Maria do Presépio”. (Discurso do Cardeal Tarcisio Bertone, 12 de dezembro de 2006)

A cena que representa o nascimento do Menino Jesus foi sendo criada no decorrer da história. No século V, o presépio era representado apenas com a manjedoura e o Menino, uma vaca e um burro. Certamente era uma referência ao profeta Isaías “O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono” (Isaías 3,2). Ao final do século V foi acrescentada a estrela de Belém. Na mesma época, também a Virgem Maria foi representada no presépio.

Foi na Idade Média que o presépio se tornou bastante popular. São Francisco de Assis foi o responsável pela popularização do presépio. Em 1223, ao retornar de uma viagem a Roma, informou ao papa Honório III (1216-1227) sobre seus planos de fazer uma representação artística do Natal. Tendo o projeto aprovado, Francisco foi para Greccio e, nas vésperas do Natal, com a ajuda de amigos, construiu uma gruta, agrupando ao redor da imagem do menino, as imagens de Maria, de José, dos pastores, em adoração ao Salvador recém-nascido, e ainda do asno e do boi. A partir desse momento, a tradição natalina foi se estendendo por toda a Europa e de lá para o resto do mundo.

São Carlos Borromeu !









 Carlos, o segundo filho de Gilberto, nasceu em 2 de outubro de 1538. Menino ainda, revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado destas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e o temor a Deus. Ainda criança, era seu prazer construir altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos, eram sinais mais positivos da vocação sacerdotal.

O ano de 1562 veio a Carlos com a graça do sacerdócio. No silêncio da meditação, lançou Carlos planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica. Estes todos se concentraram na ideia de concluir o Concílio de Trento. De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da renovação e consolidação da vida religiosa. Carlos, sem cessar, chamava a atenção do seu tio (que era Cardeal e foi eleito Papa, com o nome de Pio IV) para esta necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja. De fato, o Concílio se realizou, e Carlos quis ser o primeiro a executar as ordens da nova lei, ainda que por esta obediência tivesse de deixar sua posição para ocupar outra inferior.

Carlos sabia muito bem que a caridade abre os corações também à religião. Por isto foi que grande parte de sua receita pertencia aos pobres, reservando ele para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isto não aguenta comparação com as obras de caridade que o Arcebispo praticou, quando em 1569-1570, a fome e uma epidemia, semelhante à peste, invadiram a cidade de Milão. Não tendo mais o que dar, pedia ele próprio esmolas para os pobres e abria assim fontes de auxílio, que teriam ficado fechadas.

Quando, porém, em 1576, a cidade foi atingida pela peste, e o povo abandonado pelos poderes públicos, visto que ninguém se compadecia do povo, ainda procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía, para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do Arcebispo, e este se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Gregório XIII, não só rejeitou as acusações infundados feitas ao Arcebispo, mas ainda recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as mais altas distinções. Em resposta a este gesto do Papa, o governador de Milão, organizou no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa celebrada pelo Arcebispo. O mesmo governador, que tanta guerra ao Prelado movera, e tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte reconheceu o erro e teve o consolo da assistência do santo Bispo na hora da agonia. Seu sucessor, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, viveu sempre em paz com a autoridade eclesiástica. O Arcebispo gozou deste período só dois anos.

Quando em outubro de 1584, como era de costume, se retirara para fazer os exercícios espirituais, teve fortes acessos de febre, aos quais não deu importância e dizia: “Um bom pastor de almas, deve saber suportar três febres, antes de se meter na cama”. Os acessos renovaram-se e consumiram as forças do Arcebispo. Ao receber os santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de 1584. Suas últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”. São Carlos Borromeu tinha alcançado a idade de 46 anos.

O Papa Paulo V, canonizou-o em 1610 e fixou-lhe a festa para o dia 04 de novembro.


São Carlos Borromeu, rogai por nós!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Minha homenagem aos que sempre elevaram o nome de nosso Pai!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_dos_papas

Ao abrir este link você fará uma viagem ao nosso passado,e vera como e porque você deve ser Cristão e amar seu irmão,poderá clicar em um dos papas e ver sua história,mais lembre-se todos são acima de tudo humanos,sujeitos a erros.